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14_9_2018__0_01866dfa-f831-438e-9dca-127a15826bfe.jpg - uploaded/imgs/noticias/14_9_2018__0_01866dfa-f831-438e-9dca-127a15826bfe.jpg - Campanha “Disque Balão 2018”, lançada pelo Linha Verde, chega ao fim neste sábado (15)


Campanha “Disque Balão 2018”, lançada pelo Linha Verde, chega ao fim neste sábado (15)

14/9/2018



Neste sábado (15/09) chega ao fim mais uma edição da Campanha “Disque Balão”, que é uma iniciativa do Disque-Denúncia do Rio, através do programa Linha Verde (0300 253 1177), canal específico para denúncias sobre crimes ambientais.

Desde o início do ano, foram cadastradas 137 denúncias envolvendo locais de confecção, comercialização, soltura de balões e grupos de baloeiros e, com o auxílio dessas denúncias, o Comando de Polícia Ambiental (CPAm), teve êxito na apreensão de 202 balões - quase o dobro do ano passado -  mais de 2155 materiais usados em sua confecção, além da prisão de 13 pessoasNo ano passado, o Linha Verde registrou 123 denúncias sobre esses assuntos.

A campanha é sazonal, ocorre todos os anos entre o mês de Abril e Setembro, época em que a prática de soltura de balões aumenta. Mesmo a campanha chegando ao fim neste sábado, a população pode continuar denunciando qualquer atividade que envolva fabricação, comercialização e soltura de balões, além de grupos de baloeiros, pelos telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local).

Só para reforçar como a prática de soltar balões é perigosa, no mês de Julho, um balão caiu no telhado do Pavilhão 3 do Riocentro, na Barra da Tijuca e os bombeiros tiveram dificuldades para combater as chamas. Agora em Setembro, o Museu Histórico Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista pegou fogo, destruindo um acervo de mais de 200 anos de história, onde havia fósseis, múmias, além de cerca de mais de 20 milhões de itens. Uma das hipóteses prováveis é de que um balão possa ter caído sobre o mesmo, iniciando a destruição do museu. Além disso, eles atrapalham aviões e helicópteros e colocam em risco não só florestas e casas, mas como refinarias também.

No município do Rio de Janeiro, que se destacou com aproximadamente 50% de todas das denúncias sobre balões em 2018, a Zona Oeste ficou com a maior quantidade de informações sobre a prática de soltura ou fabricação de balões, mas o bairro recordista neste ano de 2018 foi a Piedade, seguido por Jardim Sulacap, Campo Grande e Taquara. Outros municípios, como São Gonçalo, Niterói e Nova Iguaçu, juntos, tiveram cerca de 30% do restante das informações.

Para que continue sendo uma campanha de sucesso, é cada vez mais importante a ajuda irrestrita da população, pois através das denúncias ao Linha Verde, as forças policiais tendem a obter mais sucesso em suas operações.

De acordo com Zeca Borges, coordenador do Disque Denúncia, a Polícia Militar, através do Comando de Polícia Ambiental, vem sendo uma grande parceira do Linha Verde:

“O Comando de Polícia Ambiental vem realizando um trabalho de extrema relevância na repressão aos grupos de baloeiros e na prática de soltar balões. Isso mostra a importância da denúncia anônima e quanto a população vem ajudando o CPAm com essas informações. Por trás de um grande resultado positivo do Linha Verde, sempre há uma ação de sucesso por parte do Comando de Polícia Ambiental” afirmou Zeca.

Vale frisar que a campanha Disque-Balão foi criada no ano de 1999 com o objetivo de estimular a população a denunciar locais de comercialização de balões, prevenir e reprimir a ação de baloeiros e a realização de festivais. A campanha serve principalmente para sensibilizar a população para os riscos que os balões geram para a conservação e preservação dos recursos ambientais e para a segurança humana. Cabe ressaltar que a prática de soltar balões é crime (artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98). A pena para quem for pego confeccionando, comercializando ou soltando balões que possam provocar incêndios é de 1 a 3 anos de detenção ou multa, ou ainda ambas as penas cumulativamente.

 

Números da campanha em 2017

Em 2017 o Linha Verde registrou cerca de 9 mil denúncias referente aos crimes ambientais. Dentre essas denúncias, 123 foram referentes a prática de comercialização, confecção, soltura de balões e grupos de baloeiros. Ao todo, 11 pessoas foram presas, 108 balões apreendidos e mais de 1.805 materiais para fabricação como bandeiras, buchas, lanternas, fogos de artifício foram apreendidos pelo Comando de Polícia Ambiental.

Os municípios que mais contribuíram com informações (denúncias) foram: Rio de Janeiro, São Gonçalo e Nova Iguaçu e, levando em consideração somente a capital, os bairros onde houve mais denúncias sobre a incidência de balões, seja soltura, comercialização ou fabricação, foram os da Zona Oeste: Jacarepaguá, Taquara, Praça Seca e Realengo.

O Linha Verde reforça a solicitação para que a população continue denunciando crimes ambientais em todo o Estado do Rio através dos telefones  0300 253 1177 (interior, custo de ligação local) ou 2253 1177 (capital), além do APP “Disque Denúncia RJ” disponível para celulares. Por essa modalidade, o denunciante pode enviar fotos e vídeos, com a garantia do anonimato.

A população pode também conhecer e curtir o Linha Verde no facebook, através do endereço – www.facebook.com/linhaverdedd

LINHA VERDE, o Disque Denúncia do Meio Ambiente.

 



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