Disque Denúncia


Chefe do tráfico no Engenho Novo e Manguinhos é preso em operação contra a lavagem de dinheiro


De acordo com DGCOR-LD, informações encaminhadas pelo Disque Denúncia auxiliaram na identificação dessas empresas que lavavam dinheiro

15/10/2019
Chefe do tráfico no Engenho Novo e Manguinhos é preso em operação contra a lavagem de dinheiro

Por meio do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), a polícia civil prendeu na manhã desta terça-feira (15), em Itaboraí, na Região Metropolitana, Fábio Pinto dos Santos, o “Fabinho São João”. Além de sua prisão, os agentes da especializada apreenderam diversos bens de pessoas e empresas ligadas ao criminoso. De acordo com DGCOR-LD, informações encaminhadas pelo Disque Denúncia (2253 1177) auxiliaram na identificação dessas empresas que lavavam dinheiro e, possibilitaram os policiais a traçarem o perfil de Fabinho São João.

A operação denominada “Disk Gás” visava o cumprimento do mandado de prisão além de oito de busca e apreensão em residências e empresas ligadas aos parentes de Fabinho. Ele era investigado sob a acusação de ser um dos chefes do tráfico de drogas no Morro São João, no Engenho Novo, e na comunidade de Manguinhos, em Bonsucesso, além de ser considerado um dos principais líderes da maior facção criminosa do estado. Contra ele havia três mandados de prisão por crimes como homicídio e associação para o tráfico de drogas. Preso em 2009 e condenado por tráfico de drogas, “Fabinho São João” foi transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS). Ele saiu da prisão em setembro 2016, com sentença cumprida. Em abril deste ano, foi alvo de outra operação da Polícia Civil, em que policiais da 25ª DP apuraram que ele promoveria invasões no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, comunidade ao lado do Morro do São João

A investigação que culminou na operação “Disk Gás” teve início há cinco meses pelo DGCOR-LD e apurava crimes contra a ordem tributária, contra a ordem econômica e de lavagem de dinheiro. O “branqueamento” do dinheiro, obtido em razão de atividades ilícitas, era feito por meio de empresas pertencentes a parentes de “Fabinho São João”, uma delas distribuidora de gás, localizadas em Manguinhos e Jacaré.

De acordo com as investigações, um sobrinho de “Fabinho São João” movimentou em sua conta a quantia de quase R$ 1 milhão no período de 18 meses. O DGCOR-LD não descarta o envolvimento de outras pessoas de fora da família, que podem também estar sendo usadas como “laranjas”, emprestando suas contas bancárias para serem utilizadas como contas de passagem.

A operação contou com o apoio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) e da Superintendência de Fiscalização (Sufis) da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), em inspeção realizada em uma revendedora de gás (GLP) no Engenho Novo.