04/09/2026

Esquema criminoso atinge semáforos e iluminação pública no Rio

Furto de fios de cobre causa prejuízo de R$ 69 milhões no Rio

Furto de fios de cobre causa prejuízo de R$ 69 milhões no Rio

O furto de fios de cobre provocou um prejuízo de R$ 69 milhões aos cofres públicos da cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 2021 e 2025. Para tentar conter os estragos que deixam semáforos apagados e ruas no escuro, as forças de segurança e a Prefeitura iniciaram uma operação conjunta focada em fechar ferros-velhos clandestinos na Zona Norte.

As ações operacionais do recém-criado Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos começaram pela Rua Alzira Valdetaro e pela Avenida Marechal Rondon, no bairro do Sampaio. No local, dois estabelecimentos foram desapropriados e uma estrutura ilegal construída sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas foi totalmente demolida pelos agentes públicos.

O impacto do roubo de cabos afeta diretamente a rotina de quem precisa caminhar pelas ruas ou usar o transporte público na capital. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) contabilizou o furto de quase 500 quilômetros de cabos de sinais de trânsito em cinco anos. Esse tipo de crime gerou um prejuízo de R$ 27 milhões apenas na sinalização viária, provocando nós no tráfego e riscos de acidentes em cruzamentos movimentados.

Na iluminação pública, os dados da RioLuz mostram um cenário ainda mais caro para o bolso do contribuinte. O prejuízo alcançou R$ 42 milhões no mesmo período, com mais de 1,8 quilômetro de cabos de cobre arrancados da rede elétrica municipal. A falta de luz em vias expressas e bairros residenciais aumenta a sensação de insegurança e deixa moradores no escuro.

A estratégia atual das autoridades municipais e estaduais é cortar a fonte de renda de quem comete o crime. O foco principal passou a ser o receptador, o comerciante que compra o material roubado para revender. Sem o comprador final, a gestão municipal acredita que o interesse no furto diminui drasticamente em regiões críticas como o Grande Méier.

Os imóveis desapropriados na Rua Alzira Valdetaro, no Sampaio, passam agora para o controle da Prefeitura do Rio de Janeiro. A intenção do município é utilizar os terrenos para projetos de planejamento urbano e instalação de serviços públicos voltados para a comunidade local. A área sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas foi limpa e continuará sob fiscalização para evitar que novas ocupações irregulares voltem a funcionar como depósitos de sucata.

A Subprefeitura da Zona Norte informou que as fiscalizações em estabelecimentos do ramo de reciclagem e venda de ferros serão intensificadas nos próximos dias em bairros vizinhos. A prioridade é garantir que nenhum local funcione sem licença ambiental e alvará de funcionamento regularizado. Moradores do Grande Méier devem notar um aumento na presença de fiscais e viaturas de segurança atuando nas vias principais.

Quem presenciar o furto de fios ou suspeitar de depósitos clandestinos de sucata pode colaborar com as investigações sem precisar se identificar. A população conta com canais diretos e gratuitos que funcionam durante todo o dia para o envio de informações e fotos de locais suspeitos.

  • Disque Denúncia: Ligue para o telefone (21) 2253-1177. O atendimento é feito durante 24 horas, com garantia de anonimato absoluto.
  • Aplicativo e Portal: A denúncia pode ser enviada com fotos e vídeos pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo site oficial do serviço.
  • Central da Prefeitura: Casos de semáforos apagados ou iluminação queimada por furto devem ser comunicados pelo telefone 1746 ou pelo aplicativo 1746 Rio, facilitando o envio de equipes de reparo da CET-Rio e da RioLuz.
  • Emergência: Se o crime estiver acontecendo no momento, a orientação é ligar imediatamente para o 190 da Polícia Militar.

Moradores e motoristas prejudicados por semáforos quebrados ou escuridão nas ruas podem registrar a solicitação de reparo emergencial junto aos órgãos competentes. Em caso de acidentes de trânsito provocados pela falta de sinalização, é fundamental registrar o boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

O registro pode ser feito presencialmente na Delegacia de Polícia da região ou de forma online através do portal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Para o atendimento presencial, o cidadão deve levar um documento oficial com foto, comprovante de residência e informar com precisão o endereço do local da ocorrência.

A fiscalização dos estabelecimentos e a aplicação de sanções administrativas cabem à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), em conjunto com a Guarda Municipal e as subprefeituras regionais. As empresas públicas afetadas, como CET-Rio e RioLuz, trabalham no levantamento técnico dos danos e na reposição do material furtado.

A parte criminal fica sob a responsabilidade da Polícia Civil, que investiga a cadeia de receptação pelas delegacias de bairro, e da Polícia Militar, que realiza o patrulhamento ostensivo para evitar a ação dos criminosos nas ruas. A nova força-tarefa reúne todos esses órgãos no Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos para padronizar as ações na capital.

 

Fonte: Povo na Rua

https://povonarua.com.br/furto-fios-cobre-rio-prejuizo-69-milhoes/