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Programa Linha Verde, do Disque Denúncia do RJ já registou mais de 336 denúncias sobre desmatamento no ano de 2017

31/8/2017



O Brasil é um país conhecido mundialmente como o país das florestas e para nós, preservar florestas é sinônimo de proteger a vida.

Segundo números do Linha Verde, programa do Disque Denúncia do RJ que recebe denúncias sobre crimes ambientais, desde o início do ano de 2017, foram registradas mais de 336 denúncias de desmatamento dentre as mais de 4600 denúncias ambientais, sendo o 4º assunto mais denunciado na área de Meio Ambiente. Rio de Janeiro, Niterói, Arraial do Cabo, Teresópolis e Maricá, foram os municípios onde a população mais denunciou esse ilícito. Dados enviados pelo Comando de Polícia Ambiental (CPAm), mostram que somente neste ano, já foram realizadas mais de 179 ações de combate à desmatamento e com a ajuda de diversas denúncias do Linha Verde, mais de 165 pessoas foram presas e mais de 850 mil metros quadrados de área degradada foram localizadas.

Isso significa que a população está cada vez mais consciente sobre a área ambiental e graças ao Linha Verde, é possível verificar que as pessoas estão denunciando cada vez mais o crime de desmatamento, dando visibilidade ao programa e a preocupação com nossa área verde. Como comparação, neste mesmo período do ano passado, 299 denúncias sobre desmatamento foram registradas.

É importante registrar que esse aumento de denúncias sobre desmatamento florestal e os dados de desmatamento quase zero no RJ não é algo ambíguo. Há mais denúncias pelo fato da conscientização da população e a conseqüente criação do Linha Verde, onde as pessoas acabam denunciando quando há estágios iniciais de desmatamento, gerando então mais informações para as autoridades e um maior combate preventivo por parte da polícia.

O Rio de Janeiro está perto de atingir a meta de zero desmatamento ilegal, apesar da alta de 9% na devastação do bioma no país entre 2011 e 2013. Os últimos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica lançados pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, nos mostram que nosso estado está entre os nove que apresentaram desmatamentos abaixo de 100 hectares, o que equivale a um quilômetro quadrado. No período de 1985 a 2015, foram regenerados no estado 4.092 hectares, ou o equivalente a 40,92 km², diz o estudo.

Em todos os 92 municípios fluminenses há ocorrência de Mata Atlântica. Desse total, o Atlas identificou regeneração em 77. Os municípios que apresentaram mais áreas regeneradas no período compreendido de 1985 a 2015 foram Casimiro de Abreu, com 267 hectares (ha); Itaperuna (223 ha); Duas Barras (220 ha); Rio de Janeiro (209 ha); Vassouras (203 ha). A diretora disse que a área da Bacia do Rio São João, que registra a ocorrência do mico leão dourado, onde existem várias reservas particulares, tem contribuído para a formação de um corredor e a interligação dessas florestas para garantir a biodiversidade da região. Apesar de o Rio de Janeiro ter alcançado o posto de estado com nível de desmatamento zero, ele ainda integra a lista dos municípios que mais desmataram no período pesquisado, com 13 representantes. O Atlas mostra que, juntos, esses municípios desmataram 94,82 mil hectares de Mata Atlântica, o correspondente à área do município de Nova Friburgo (RJ).

Quando uma floresta deixa de existir, perdemos fauna e flora e isso pode provocar, ainda, o desequilíbrio da cadeia alimentar. Com as espécies carnívoras diminuindo, cresce o número de herbívoros, que podem vir a extinguir mais tipos de vegetais. A perda da cobertura vegetal causa a degradação do solo e, conseqüentemente, a desertificação. A destruição das florestas afeta, também, o clima, já que elas têm importante papel na manutenção da temperatura, nos ventos e no ciclo das chuvas.

Entrevistamos o Coronel Fernandes, comandante do CPAm, para falar um pouco do assunto:

LV – Coronel, atualmente quais são os locais que mais preocupam o Comando de Polícia Ambiental no que diz respeito ao crime de desmatamento aqui em nosso Estado?

Cel Fernandes - É difícil falar em municípios, contudo, pelo conjunto de unidades de conservação, e pelo potencial de cobertura florestal, vejo  a costa verde como um local sensível, devido sua rica e vasta vida vegetal e animal existente no mosaico de unidades de conservação.

 

LV – O que a CPAm vem fazendo para diminuir as ocorrências de desmatamento florestal no Estado do Rio?

Cel Fernandes - Através de parceria com o INEA, recebemos e apoiamos ações que tem por base o levantamento de desmatamento através de imagens de sensoriamento remoto, recebidos e analisados no projeto olho verde. Além disso, temos sempre nosso patrulhamento ambiental focado nos remanescentes de mata atlântica.

 

LV – Coronel, mesmo próximo de atingir a meta zero de desmatamento ilegal no Rio de Janeiro, ainda devemos ter atenção e preocupação com esse tipo de ilícito. Quais são as conseqüências de um desmatamento ilegal? Qual o prejuízo para o meio ambiente?

Cel Fernandes – Olha, diversos são os danos à própria flora e fauna endêmica de mata Atlântica, contudo ressalto o prejuízo às nascentes e mananciais.

 

LV – Em sua opinião, qual a importância do trabalho que vem sendo realizado pelo Linha Verde, no que diz respeito às denúncias de desmatamento?

Cel Fernandes - O Linha Verde é o canal essencial para a participação da sociedade denunciando todo e qualquer dano e crime realizado contra o patrimônio natural do Estado do RJ. Ele é um instrumento fundamental para as ações de patrulhamento e fiscalização aqui do Comando de Polícia Ambiental. Reforço que a população de todo o Estado do RJ pode denunciar crimes como desmatamento florestal e extração irregular de árvores ao Linha Verde, do Disque Denúncia do RJ, pelos telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local). Vale lembrar que o Linha Verde mantém o anonimato do denunciante.

 

LV – Existe alguma estatística do CPAm sobre desmatamento? Quantas ações contra desmatamento foram realizadas e quanto de terreno desmatado já foi encontrado pelo CPAm nesse período?

Cel  Fernandes– Desde o primeiro dia do ano, o CPAm já realizou mais de 179 ações de combate à desmatamentos e por conta dessas ações, já realizamos a prisão de mais de 165 pessoas, conseguimos apreender mais de 26 motoserras, além de encontrarmos mais de 850 mil metros quadrados de área degradada.



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